Onde
se esconde
a alma companheira,
por Deus predestinada
como guia
no insone
caminhar,
nesta canseira
de repetir
os passos
todo dia?
Pelo mundo,
quem sabe,
ela procura
a gêmea,
muitas vezes
pressentida,
que deposita
em versos
a ternura,
de juros das
esperas acrescida.
O tempo vai
girando indiferente
ao encontro
improvável,
frente a frente,
dos sem rosto,
sem casa e
identidade.
Seres perdidos
em silêncio
aflito,
paralelas
buscando,
no infinito,
somente a
solitária
eternidade.
Alberto
Cohen