Enovelados
sentimentos
tecem
as tramas
os traumas
reticentes,
latentes
emergem
das
profundezas
do existir.
O
amor
encravado
trava
qualquer
possibilidade
do ressurgir
das
trevas.
Desvão
com
teias
e pó
esquecido
pelo
tempo
cruel
enaltece
um desejo
de morte.
Sofrimento
de amor
sem
cura,
só
dor
tatuado
na alma
imensurável,
submerso
no magma
centro
da criação
da terra
mãe
a todos
alimentando
na cura
e renascimento.
Águas
escorrem,
atropelam
pedras
no caminho
a seguir.
Oxigênio
escasso
sufoca,
não
há
ar
vitalidade
a esvaecer.
Brasas
destroem,
sem
as chamas
abrandadas
pela
chuva
elixir
para
a natureza
quase
morta.
Final
dos
tempos...
Humanidade
corrompida
tal
coração
que
ama
esquecido
de ser,
ver
e ouvir
os desígnios
dos
deuses
tantos,
muitos
já
esquecidos
enterrados
na memória
perdida.
Ligi@Tomarchio®
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