Sou eu, amor, aquela bailarina
Que tu vias a bailar alegremente,
Que invadia a tua alma e a tua mente
Com puro corpo e seios de menina.

Sou eu, amor, a mesma dançarina
Que tu encontraste em noites indecentes,
Quando perdidos sonhos inocentes
Se amarrotavam sob roupas finas.

O que sobrou, amor, da minha dança?
Tu és capaz de ver a tua criança
Nesta mulher, de beijo tão vermelho?

Creio que não, amor, mas não te acuso,
Porque a inocência morta pelo abuso
Foi a mesma que apagou-te e pôs-te velho
.

Silvia Schmidt
São Paulo, 27 de janeiro de 2004
- Direitos Autorais Protegidos -
Copyright ©2004

  :: Envie esta página ::

 

CrysGráficos&Design

Melhor visualizado em 1024x768