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Me
querem
mãe,
e me
querem
fêmea.
Me
querem
líder,
e me
fazem
submissa.
Me
fazem
omissa,
e me
cobram
participação.
Me
impedem
de ir,
e me
cobram
a busca.
Me
enclausuram
nas
prendas
do lar,
e me
cobram
conscientização.
Me
podam
os movimentos,
e me
querem
ágil.
Me
castram
o desejo,
e me
querem
no cio.
Me
inibem
o canto,
e me
querem
música.
Me
apertam
o cinto,
e me
cobram
liberdade.
Me
impõe
modelos,
gestos,
atitudes
e comportamentos,
e me
querem
única.
Me
castram,
me podam,
falam
e decidem
por
mim,
e me
querem
plena
e absoluta.
Que
descompasso
!
Hilma
Ranauro
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