Emocionando-se,
a
aprendiz
explicou:
-
Compreendo
o
amor,
como
sendo
a
ânsia
que
experimentam
as
praias,
que
aguardam
os
beijos
sucessivos
das
ondas
contínuas
do
mar;
-como
a
sofreguidão
que
tem
a
raiz
de
introduzir-se
no
solo,
a
fim
de
sustentar
a
planta;
como
a
expectativa
da
rocha
que
anela
pela
carícia
do
vento,
embora
se
desgaste
com
isso;
-
Como
o
desejo
infrene
da
terra
crestada,
pela
generosidade
da
chuva;
-
Como
a
flauta
aguarda
pelo
sopro
que
lhe
arranca
das
entranhas
a
doce
melodia;
-
Como
o
barro
esquecido
pede
ao
oleiro
que
lhe
dê
forma
e
beleza;
-
Como
a
semente
que
necessitava
despedaçar-se,
para
libertar
a
vida;
-
Como
a
lâmpada
apagada
que
exige
a
energia
para
brilhar.
-
O
amor
é
o
sangue
novo
para
o
coração
e
o
vinho
bom
para
aquecer
a
criatura,
quando
o
frio
lhe
enregela
a
vida.
-
Assim
vejo
e
sinto
o
amor.
-
E
vós,
como
vedes
o
amor?"
-
O
amor
é
o
doce
e
compreensivo
companheiro
da
criatura
em
todos
os
dias
da
sua
vida.
-
Se
esta
é
jovem,
ei-lo
que
se
apresenta,
ardente
e
apaixonado,
como
no
teu
caso,
mas
que
segue
adiante.
-
O
amor
é
calmo
e
ameno.
-
Não
incendeia
paixões;
dulcifica-as.
-
Confundido
com
o
desejo,
permanece,
quando
este
passa.
-
Nunca
se
irrita;
porque
espera.
-
Considerado
como
instinto,
persiste,
quando
descoberto
pela
razão.
-
Jamais
perturba;
pois
que
felicita
e
produz
harmonia.
-
O
amor
é
claridade
que
permanece;
é
pão
que
nutre;
é
vida
que
se
irradia
da
vida.
-
Mesmo
quando
não
identificado,
encontra-se
presente,
porque,
sem
ele,
a
vida
não
existe
ou
perderia
o
sentido
de
ser."
A
jovem
ardente,
empalideceu,
e,
submissa
à
voz
do
amor,
pediu
ao
mestre:
-
Ensina-me
a
amar,
eu
que
agora
corro
em
busca
do
amor,
sem
dar-me
conta
que,
em
mim,
ele
se
deve
irradiar,
abrangente,
em
todas
as
direções.
-
Não
te
apresses
no
amor,
e
descobrirás
que
já
começaste
a
amar,
quando
sentires
necessidade
de
doar
e
doar-te
sem
desejares
receber
nada
em
retribuição.