Por
onde anda a Eva ? Maria !
parida das entranhas do universo,
talhada em prosa e verso,
das mãos de Deus, divina
alquimia.
Por onde anda você, tão
a toa,
no altar da hipocrisia, embutida,
pois te chamaram, um dia, pervertida,
e esqueceste de ti, ó leoa.
Por onde anda você em pilhéria,
pela costela de Adão, submissa,
obrigações, deveres
e a missa,
no deus lhe pague por esta miséria.
Por que não gritas, “sou
o paraíso”,
que um dia concedeu ao Adão,
o direito de ser um João,
da corte ao seu fêmea, Narciso.
Enfim, por onde andam, as Veras,
as Paulas, Cristinas e Adrianas,
Josefinas, Reginas e Anas ?
todas Marias... Evas quimeras...
Evas das entranhas parideiras;
altares do amor... masmorras da
dor...
Marias, estranhas prisioneiras,
dos Joãos, dos Joãozinhos,
do pudor...
Paulo
Mendonça
www.drpm.com.br/mulher
“Poema do médico
Paulo Mendonça,
representando a essência em
versos do seu livro MULHER UM RESGATE
ÍNTIMO.
Encontra-se editado à pág
137 da obra.