
Esta
fêmea
feroz
Furtiva
fera
felina
Feria
a
alvura
matutina
De
meu
enredo
sentimental
Com
as
falácias
de
sua
voz
E,
do
inevitável
pensar,
A
indagação
fatal;
A
quem
poderia
esta
fera,
Amar?
Via-se
a
síntese
programada
De
seus
passos
sentimentais
E
também
ela,
a
fera,
A
si
mesma
sorvia
Com
real
voracidade
Ah,
doce
voz
feminina
Camuflagem
enganosa,
a
tua,
Cujo
ardor,
em
mim,
Tanto
quis
Porém,
feriu-me,
em
parte,
A
fúria
de
um
destino
fugaz,
Fomo-nos
um
do
outro
Ficou
em
nós
A
ausência
de
uma
essência
Agora,
a
voz
afônica
Da
fera
destino
Que
já,
certamente,
Não
me
fere
mais.
José
Roberto
Abib