
Em
giros girando da vida no sol
Sigo na inveja dos deuses puros
De almas feitas em cores do arrebol
Não vejo concepção
de nascituros
No
ventre infértil dos desenganos
Traço ardil na esfera dourada
Da lua o fio prateado de meus planos
Esconde a procura programada
Com
a pele nua cheirando pecado
Na ilusão da beleza de Apolo
No nascer e morrer por ter amado
Deixo
das sementes iguais seres meus
Em sonhos de Clitia presos ao solo
No castigo como presente de Zeus!
Ramoore
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