
Alma
Querida que aqui chegaste,
Como se nunca partido houvesses,
Soprando chamas nas minhas preces,
Jogando vida nos meus desgastes.
Alma Querida, não te aprisiono,
É teu destino perambular,
Pelos caminhos tristes ou risonhos,
Não foste feito para ficar.
Guardo comigo olhar sincero,
E ao deixar-te peregrinar,
De certa forma me recomponho...
Eu te liberto, não te encarcero,
Deixo que sigas para além mar
Onde repousam os nossos sonhos.
Fátima
Irene Pinto
Livro Relicário
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